BAÚ DE MEMÓRIAS - CHICO ANYSIO E PELÉ

23/10/2020

Nesta Sexta-feira, Edson Arantes do Nascimento, o REI DO FUTEBOL, completa 80 ANOS !  E o BAÚ de Hoje resgata alguns Momentos de PELÉ com o REI DO HUMOR NACIONAL.

Chico Anysio e Pelé em Setembro de 1989. Trabalharam juntos pela TV GLOBO como Comentaristas em AMISTOSOS da SELEÇÃO e em Jogos da COPA DO MUNDO. Pelé também já teve Participação Especial em alguns Programas de Chico pela TV GLOBO, como ESCOLINHA DO PROFESSOR RAIMUNDO e no Episódio de ESTREIA de EACC ( Estados Anysios de Chico City ) , em 1991.

Chico Anysio em 1969, recebendo PELÉ e vários outros Jogadores escalados para a Seleção Brasileira da COPA DE 70, nos Bastidores do Show CHICO ANÍSIO..SÓ, no Camarim do TEATRO DA LAGOA. Foto : JORNAL DO BRASIL.

O Histórico Encontro de REIS, que Aconteceu em 1971, no Programa de Flávio Cavalcanti, pela extinta TV TUPI, foi Destaque da Edição 904 da extinta revista MANCHETE, da editora Bloch e ganhou CAPA ( Já publicada neste Espaço >> https://www.memorial-chico-anysio.com.br/l/bau-de-memorias-chico-anysio-nas-revistas-capas-e-destaques/ ).

Pelé foi Prestigiar a Festa de Lançamento do Livro SOU FRANCISCO, Autobiografia de Chico, na Boate RESUMO DA ÓPERA, na Lagoa -RJ, em Abril de 1992. " Chico é Meu Irmão. Um Gênio brasileiro que merece ser Reverenciado" declarou o Rei do Futebol na Ocasião. FOTO : Jornal O GLOBO.

E o próprio Pelé é Mencionado em uma das Passagens do Livro : 

" O melhor CHICO ANYSIO SHOW que fiz em toda a minha vida: na concentração do Santos. Eu tinha o melhor relacionamento possível com a direção do Santos. Apesar de saberem que eu sou torcedor do Palmeiras, cheguei a ser convidado para ser diretor do Santos. Não aceitei não sei por quê. Acho que o simples convite já me deixara orgulhoso o suficiente. O Santos sempre foi um clube muito simpático para mim e o Pelé um amigo querido. Ele salvou a gravação. Eu conto.

O Santos jogaria na Quarta-feira à noite contra o Botafogo de Ribeirão Preto e o Lula marcou a nossa gravação para Terça-feira de manhã. Na terça às oito e meia o caminhão de externas parou em frente ao estádio. Não havia ninguém além do porteiro.

- E os jogadores?

- Ah, como o jogo de amanhã é fácil, seu Lula suspendeu a concentração.

Pronto. Ali estavam o caminhão, o elenco, os técnicos, tudo pronto para a gravação, menos os jogadores. Corri à casa do Pelé. Dona Celeste me atendeu.

- O Dico está dormindo, mas sendo você, ele não se aborrece. Vai lá e acorda ele.

Pelé é exatamente o décuplo do que o Maradona desejaria ser. Levantou da cama num pulo quando soube da minha situação.

- Vai pro estádio e arruma tudo que eu sei onde todo mundo mora. Vou mandar todos eles lá pro campo.

Às nove horas começaram a chegar os monstros que formavam aquele timaço. Dorval, Mengálvio, Orlando, Zito, Coutinho, Pepe. Como havia uma cena com cada jogador, Daniel organizou a gravação de acordo com a chegada deles. Ao meio-dia chegou o Pelé.

- Mandei meu carro pra São Paulo buscar o Gilmar e o Mauro, que moram lá. Tenho uns negócios pra resolver e...a que horas eu posso chegar?

- Na hora que puder - respondeu o Daniel. - Deixamos sua cena para o fim.

- Antes das quatro ele chegava e pouco depois o carro dele trazia o Mauro e o Gilmar. Foi uma gravação incrível. Aquele time, além de jogar como ninguém, também sabia representar.

Todas as cenas ficaram ótimas. Pelé gravou com o Clarivaldo. ( Clarivaldo era um personagem que falava aos berros - "Não sei se estou sendo claro", ele dizia ). Era o sequestro do Pelé, a cena. Fiz o que era possível para que desse uma risada, porque tudo se representava enquanto ele dormia. Ele nem balançou a pestana. A gravação terminou quase meia-noite, com um bate-bola entre mim e o Pelé, no gramado de Vila Belmiro. Eu com a camisa Dez do Palmeiras. No final eles me levantavam para me jogar longe. A imagem parou comigo no alto.

- Sabem por que isso? - perguntei. - Isso é o Santos reconhecendo a superioridade do Palmeiras.

Eles então me atiraram na piscina com roupa e tudo. Nunca pagarei ao Pelé esta Gentileza. Nem a outra de um jogo Botafogo de Ribeirão Preto e Santos, quando eu era comentarista esportivo do Geraldo José de Almeida. Conto.

Faríamos dois jogos no mesmo dia: à tarde Palmeiras e XV de Piracicaba, inaugurando o Estádio Municipal de Piracicaba e, à noite, Botafogo e Santos em Ribeirão Preto. De Piracicaba a Ribeirão é uma puxada. Nosso carro chegou ao estadinho do Botafogo às oito da noite mas o caminhão com as câmeras não chegava. Às nove horas o caminhão chegou e o jogo estava marcado para as nove e quinze. Nelson Spinelli, o locutor, foi ao vestiário do Botafogo pedir ao técnico Alfredinho que atrasasse um pouco a entrada do time em campo, para dar tempo de ligar e aquecer o equipamento. Fui ao vestiário do Santos e pedi ao Pelé que fizesse o mesmo. O Lula, treinador da equipe, deu a solução:

- O campo está cheio e nós não podemos dar à torcida nenhum motivo para bronquear conosco. Nós entraremos um minuto depois da entrada do Botafogo. O Botafogo entrou às nove e vinte e cinco e o Santos às nove e vinte e seis. Perdemos os primeiros dez minutos do jogo, mas só depois que a lâmpada piloto foi acesa o Pelé começou a jogar. Nos primeiros dez minutos o Santos não viu a bola. Depois que a luzinha acendeu Pelé se ligou e o Santos meteu sete a um. 

É outra que também não pagarei nunca ao Pelé. Aliás há Centenas que todos nós brasileiros nunca pagaremos a Ele. "

Kerley Fernandes Salguero, ( fã, admiradora e idealizadora de conteúdo para projetos virtuais )