Chico Anysio - É MENTIRA, CHICO ? - Crônica/Perfil na Revista NOVA - 1975

18/10/2020

A extinta Revista NOVA ( que era a Versão Brasileira da americana COSMOPOLITAN ), Edição 26, de Novembro de 1975, trouxe uma Memorável Crônica da Jornalista Zélia Prado, que TRAÇOU UM PERFIL COMPLETO sobre Chico Anysio. Na época, Chico estava no AUGE do AUGE, no Ar com CHICO CITY e com o seriado AZAMBUJA E CIA., em Cartaz com o Espetáculo NO QUARTO COM CHICO, nas Paradas de Sucesso com BAIANO E OS NOVOS CAETANOS, construindo Teatro próprio, se aperfeiçoando na Criação e Investimento em Cavalos, encabeçando vários projetos e tentando, dentro do possível, aproveitar o tempo com os Filhos e sua vida de Solteiro. Zélia trouxe um PANORAMA sobre um dos Homens de maior Sucesso Popular, tanto na Vida Artística, como na Pessoal. Os Segredos de um Ser Humano tão FASCINANTE e ENIGMÁTICO, brilhantemente DECIFRADOS por Ela em: É MENTIRA, CHICO ? MATÉRIA COMPLETA, a Seguir !


É MENTIRA, CHICO ?

A voz é Macia, o olho Brilhante, um jeito que Prende. Chico Anísio finge que não sabe que tudo isso apaixona um monte de mulheres. Tímido ? Talvez. Quem tem tanto talento pode até se dar a esse luxo.

Nas duas vezes em que dei carona a Chico Anísio, pelo menos umas três pessoas o reconheceram quando parávamos num sinal. Sua reação foi a de um Tímido, como bom tímido que sabe ser. Chico não é do tipo que fica acenando para as multidões, mas, ao mesmo tempo, é um pólo magnético, uma cara extremamente marcante e conhecida, que consegue até fazê-lo Bonito sem ser.

É Simples, requintado na medida exata, meio antigo e ao mesmo tempo voltado para o Futuro. Chico se multiplica em tudo que faz. Tem um ritmo extraordinário de trabalho e de vida, tem tempo para transformar em dobro as horas do dia, rende, enfim, o máximo que pode. Estar a seu lado é uma aventura deliciosa, uma correria tranquila e organizada, uma sucessão de GAGS e Surpresas.

Não que ele faça graça para a gente. Ele não faz, ele TEM Graça quando olha, quando observa, quando comenta. E, contando um Caso, é uma Peça. Mas daí a ser o Cara Palhaço, vai um abismo infinito.

É difícil explicar Chico Anísio exatamente por isso. Com todo o Mito, ele é, basicamente, um sujeito fácil de ser abordado, correto a ponto de jamais deixar de atender um telefonema mandando dizer que não está. Quando está, atende, ainda que para dizer " Não " . E quando diz " Não ", parece dizer " Desculpe ".

É meio-dia de uma Terça-feira cuja tarde será vivida, até começar a noite, no estúdio de gravação do Teatro Fênix. Dia da segunda etapa de CHICO CITY, começado na Segunda, à mesma hora. Encontro Chico Anísio com o cabelo grudado de GUMEX, já pronto para gravar o primeiro tipo da tarde, o JEAN PIERRE NEPOMUCENO. É, mais ou menos, o mesmo cara que há sete anos me deu uma entrevista. Tem uma memória de elefante : " Me lembro sim, claro. Você até foi à praia com a gente, não foi ? " E essa memória faz com que ele jamais esqueça o nome da gente, que se lembre de detalhes importantes ou não, que, enfim, controle toda a conversa, sem se repetir, sem omitir.

Tem 44 anos, não parece mais do que uns 35. Conversando, contando coisas, parece ter 100. É uma pessoa atenta, mutante , difícil de destrinchar ( não de entender ). Porque aí se encontra uma outra metade, a que ele não mostra, não expõe e, nem na graça, ele imita.

De Áries, Chico tem a Introversão. Mas uma introversão muito mais em nível pessoal do que público, o que dá mais ou menos para explicar por que um tímido pode fazer sucesso como Artista. É Galante sem dar uma palavra, só no Olho. Não esquece a mulher que está a seu lado, assim como também não esquece a que esteve no minuto anterior.

Não tem um Tique, um sinal desses que marcam, não precisa. Ele é uma pessoa que Marca, sem acessórios. Parece sempre ter saído do banho, sem perfume. Parece sempre ter saído da cama, sem preguiça. Não usa jóias. Tem um BAUME E MERCIER para ver as horas, uma corrente bonita no pescoço - " porque ganhei " - e nada mais que isso. Nada de anel, de pulseira, de coisinha que dê sorte. Para este cearense de Maranguape, o que parece dar sorte é a capacidade de trabalho de cada um, a criatividade, se for o caso. Porque, desde cedo, ele cria, renova, inventa.

O menino Chico deu muito trabalho, pintou no colégio, não conseguia parar em nenhum. Mania danada de imitar professores, alunos, menino que imitava todo mundo. Por causa disso, não é Chico ? Por causa disso deu no que deu, indo parar direto no programa do Renato Murce, o PAPEL CARBONO, onde começou sua vida de artista. Onde ele toca, tem Ouro. Teve, desde o começo. Tem hoje, mais do que antes.

No camarim, ele começa a compor melhor o JEAN PIERRE; põe o bigode, o paletó, a gravata, o grisalho no cabelo gomalinado. Dentro do estúdio, o clima é francamente hollywoodiano, feérico, cheirando a cosmético e cola. Mil pessoas para cima e para baixo, a figuração reunida repassando ligeiramente o SCRIPT, quatro câmeras enormes, luzes, truques, casinhas e cenários, balbúrdia, loucura total. Chico, tranquilo. Fazendo tudo num TIMING irrepreensível, rápido, mas muito tranquilo.

As pessoas o cercam, adoram ele. E, durante as cinco horas seguidas que passamos ali, não me lembro de ter visto uma só pessoa demonstrar uma ponta de mau humor, nem de impaciência. O pessoal da técnica, inclusive, não resiste a Chico Anísio, Gente ou Personagem. Ele tem a capacidade de descontrair, aliviar a tensão, divertir. Sem o menor esforço, porque a coisa vem de dentro para fora, e não é criada como um ou outro Tipo. Isso é Dele, não tem absolutamente nada a ver com o fato de estar ali para contar piadas.

" Minha única preocupação é com essa gente toda que vive quase que em função dos meus programas. Se um deles sai do ar, tem muito desemprego para resolver". Não se cansa, pelo menos não deixa o cansaço quebrar a evolução do trabalho. No camarim, fim de tarde, ele come um sanduíche de presunto comprado ali no bar, toma Coca-Cola. Fala pouco, brinca o suficiente, ri, recebe os filhos que chegam do colégio, me apresenta à TERTA do SEU PANTALEÃO, amiga de muitos anos, a atriz Suely May, companheira, também, do show no Teatro da Lagoa.

Magro, bem vestido e muito discreto, Chico Anísio não é alto nem baixo, não tem nada de bonito, do que convencionalmente se chama de Bonito. É considerado atraente por causa da Voz, macia e grave, puxando muito pouco o sotaque do cearense que é; por causa do olho brilhante, por causa das mãos, da postura e do riso. Isso tudo apaixona um monte de mulheres - " Apaixona ? Que Bom ! Estou sabendo disso agora " - , Chico só falta Corar, pois é. Foi casado duas vezes " com mulheres maravilhosas que me deram esses filhos incríveis". Luís Guilherme, o Lug, de seu casamento com Nancy Wanderley; Francisco Anísio Jr., o Nizo, e Ricardo, de seu casamento com Rose Rondelli.

" Meus casamentos tiveram a duração, ambos, de anos, com o saldo importante de meus três filhos. Atualmente estou solteiro, em disponibilidade. " E Sônia Braga, Chico, e GABRIELA ? - Ele ri : " Soninha..."

Se Chico Anísio apaixona também tem, ele mesmo, alucinantes paixões. Tudo o que faz, dá certo. Dava certo quando ia ao Jockey para jogar nos cavalos dos outros. Hoje, seus cavalos se pagam á medida que vencem um Páreo. São quinze ao todo, entre eles algumas homenagens aos personagens mais famosos : PANDOLÉ, imenso e castanho, NEGRITIM ( Personagem de seu filho Nizo ), retinto, LINGOTE, um tordilho brincalhão. A maioria fica na cocheira de Roberto Morgado, onde nos encontramos pela terceira vez, pouco antes do almoço em sua casa. Chico acabara de dar uma entrevista sobre Turfe para um Jornal e o assunto ainda era cavalos.

" Eu entendo pouco, estou aprendendo. Dá um trabalho enorme mas é uma paixão que eu posso curtir. Á medida que posso, curto todas. "

A Verdade é que, qualquer negócio onde Chico entra, dá certo : " Você já viu o comercial do Shopping Center Guanabara ? O Teatro que comprei fica pronto em outubro de 76, fim do ano que vem. Não lembro de ter feito maus negócios - as coisas costumam dar certo. "

No HALL do elevador do prédio onde mora, a placa de sinalização de entrada : MARANGUAPE : 4 HABITANTES - " Meus Filhos e Eu, naturalmente ". Mas, na verdade, ele atualmente mora só, em companhia de Maria ( a cozinheira, que sabe preparar um ensopadinho de repolho simplesmente divino ) e Celina, encarregada da arrumação, dos recados e outras eficiências domésticas.

No CASTELINHO, junto á praia, o apartamento é uma mistura de coisas e fases, um retrato mais ou menos esboçado do que Chico é; livros por toda parte, discos, acrílicos, em namoro harmonioso com um velho relógio de pêndulo, a aparelhagem de som espalhada sobre uma arca comprida, bons tapetes, muitos pontos de luz. Casa farta, mesa hospitaleira e sempre cheia, gente que entra e sai ou que simplesmente vai ficando, porque ficar é ótimo e não paga nada. A essa rotina, Maria já se acostumou. Senão, " ela pede uma dúzia de ovos na vizinha não é ? " E tudo bem.

Chico não mudou muito desde os sete anos que passamos entre uma reportagem e outra. É um cara metódico, de hábitos simplificados, prático sobretudo - gosta de funcionalidade. Cadê o PORSCHE que você tinha ? " Pois é, agora tenho um PASSAT, que certamente não me levará á falência quando precisar de uma peça nova. O PORSCHE era uma loucura, além da gente ter que esperar que as coisas viessem da Alemanha. Carro é para funcionar. "

O apartamento também tem uma razão funcional : serve enquanto ele espera a casa da Barra ficar pronta.

" Funciona, porque é perto da GLOBO, do Mar, de quase tudo - inclusive do Teatro. " Há cinco meses ele está com o NO QUARTO COM CHICO, no Teatro da Lagoa, de Quinta a Domingo. Uma temporada gloriosa em termos de público - " até hoje não sobrou sequer uma cadeira vazia, em todas as sessões" - mas que o deixa bastante cansado se a gente contar o que ele faz além disso.

Chico Anísio só tem livres ás manhãs, " que são para dormir mesmo ". Segunda e Terça grava o CHICO CITY, Quinta o programa de rádio, Sexta e Sábado o AZAMBUJA E CIA. Sobra apenas a Quarta, para jantar com os três filhos que voltam direto do colégio para a casa dele.

Uma semana assim é sopa, porque normalmente, ele viaja pelo Brasil todo, faz pequenas temporadas do show e não perde, assim mesmo, um dia de gravação. Como se não bastasse, vai lançando seus livros no mercado ( e está sempre cotado como BEST SELLER ) e grava a todo vapor, com seu parceiro e amigo Arnaud Rodrigues, os discos de BAIANO E OS NOVOS CAETANOS. Dínamo, Azougue, um menino dos diabos como ele garante ter sido em criança, Chico Anísio usa muito pouco a desculpa de não ter tempo para recusar qualquer coisa que realmente valha a pena.

No almoço ( Chico come pouco, de tudo ) ele diz que tem vontade de passar o dia, amanhã, no sítio de Piraí. Lá, ele vai aos poucos adaptando, não apenas mil e uma atrações para as pessoas, como também ( agora ) para os cavalos. Tem Futebol - " o Time, com uniforme e tudo, é o ESFRIA porque quando o time entra, o Sol sai de campo " - , piscina, verde, muito verde. Nas férias das crianças, todo mundo se muda para Piraí, ele, inclusive.

Chico Anísio quase nunca está sozinho. Tem uma ENTOURAGE formada pelo Robson, seu empresário, Vicente, assistente e também ator do AZAMBUJA, Zé, o motorista. As pessoas que o cercam são suas amigas, todas ligadas no Chico Gente, que se mistura, sutilmente com o Chico Artista. Ele tem um pouco de seus Personagens, só um pouco, e, assim mesmo, de alguns, não todos. Gosta do PROFESSOR RAIMUNDO em particular, curte o ROBERVAL TAYLOR por ser o Caçula de sua prole de Quarenta, ama a cada um de um jeito.

Só não tem nada a ver com o GASTÃO, aquele avarento. Mão aberta até demais, Chico Anísio poderia ser muito mais rico se não tivesse a mania incurável de dar presentes, dar coisas, porque " Dar é muito mais gostoso do que Receber ". Para uma mulher, " depende dela, do tipo dela - que pode ser de um relógio muito caro ou então de um simples pregador de cabelo. Aliás, dinheiro nunca é a transa mais importante num presente que eu dou - a pessoa é que é, que faz o presente. "

Chico Anísio deve ser um gozador do WOMEN'S LIB, com toda a certeza. Porque não deixa a gente esperando, não deixa a gente procurando o isqueiro dentro da bolsa, não começa um cigarro sem ter a preocupação de oferecer o primeiro, abrir e fechar a porta do carro, afastar a cadeira no restaurante. Faz tudo naturalmente, sem a menor afetação. Talvez nem adivinhe que seu olho preto brilhe um pouco mais que outros, que seu jeito agrade, que sua voz inquiete, que suas histórias prendam.

Nada saudosista ( embora um homem de 40 ), ele liga o som para a gente ouvir THE FOUR TOPS, conjunto de música pop. Não se amarra ás lembranças, não vai contando biografia á guisa de papo. Nem faz perguntas ,simplesmente responde. Sem muita preocupação com o que fala, sem nenhum medo de um gravador ligado á sua frente, sem contenções - só tranquilidade.

Para ele, o assédio, de qualquer espécie é mais uma experiência boa do que desagradável. Paga o tributo, um dia inteiro dando entrevista desde que acordou. Exatamente a Quarta-feira de folga, quando o corpo pede muito mais um sono e um descanso do que uma série de palavras alinhavadas numa fita magnética. Pródigo, Chico Anísio não se economiza. Resguarda-se na medida certa : " Acho que artista não tem nada a ver com política, por exemplo, não tem nada a ver com aquilo que lhe fuja á competência, não é ? "

Desde Maranguape, a vida foi boa para ele. Deu-lhe dona Haydée " uma pessoa doce " como Mãe, quatro irmãos, uma família que se entende. A perspectiva de Quarta-feira com os filhos é sempre muito gratificante : " Me dou bem com eles, porque tirei do vocabulário a palavra proibir, e não tenho intenções de reprimir. O máximo que a gente pode fazer como Pai, hoje, é dar tudo de si, conversar, abrir o jogo. Meus filhos transam bem comigo ( * naquele tempo, o termo TRANSAR designava ajustes, combinações, negociações, somente décadas depois se Limitou a ser um Verbo especificamente utilizado  para RELAÇÕES SEXUAIS ) por causa da abertura, do fato de, da gente falar sobre tudo - portanto, nada é tão fascinante apenas por ser desconhecido. Tudo que posso, explico - é a única forma de dar responsabilidade, mostrando riscos e perdas. "

Amigo de suas ex-mulheres, Chico Anísio lamenta que Nancy Wanderley tenha se afastado do humorismo, estrela de primeiríssima que foi, no auge do Rádio. Quem sabe o Lug, filho dos dois, não herdou o melhor pedaço ? De Rose Rondelli, Nizo e Ricardo não foram bobos nem nada e herdaram a Cara. " A Rose é a única pessoa que conheço que amanhece Linda e Ótima quando não dorme. Ela parece a Rainha das Olimpíadas, aquele Sol na cara, aquela aparência de saúde. Não faz um esporte, não é nada esportiva - mas é um Fenômeno. Se não durmo, estou liquidado no dia seguinte, sou um inútil, inteiramente incapaz de um raciocínio. "

Mentira, Chico. Vamos um pouco, atrás no tempo, quando surgiu o vídeo-tape na televisão brasileira : " Uma exceção, por força das circunstâncias. Com aquela quantidade de Personagens, tivemos de fazer o então CHICO ANÍSIO SHOW sem trégua, numa gravação que durou vinte e cinco horas seguidas". Sempre teve essa inquieta capacidade de trabalho e sempre se diversificou. Foi um menino danado, que não parava em nenhum colégio : " Mudei, sou um homem de sentimentos estáveis, duradouros. Tenho e não tenho pressa, depende do objetivo. "

Sem nenhum esforço, sem máscaras, caras e bocas, Chico Anísio está no Auge de sua vida artística. É dono da bola nas paradas de sucesso, levando BAIANO até o GLOBO DE OURO ( " quando é que o Arnaud e Eu imaginaríamos isso ?  " ), enchendo o CLUBE MARIMBÁS numa noite de autógrafos, ( dividida com Marisa Raja Gabaglia ), fazendo comercial, comprando Teatro, vendo contente seus cavalinhos correrem e ganharem. Um Sujeito de Sorte. Mas que trabalhou duro ( sem nunca ter sido pobre ) para que tudo isso acontecesse com ele.

Chico é um Investidor, mas um investidor de sua própria Cuca, principalmente. Nele nada se perde, tudo se aproveita e vira logo Consumo.

Essa Garra nem parece vir de quem vem. Porque Chico não é figura agitada, que vive a mil por hora. Parece mais um Mágico. De cuja Cartola vão saindo ideias, tipos, letra e música, contos e histórias, dinheiro. Amor. Para as Mulheres, para as Crianças, para os amigos.

É a Caixa de Surpresas, a Nascente, a Raíz. Tudo reverte, tudo tem vindo Dobrado. Porque, no fundo, Chico Anísio é Mil num só, precisa ser Mil para se distribuir sem esquecer, sem faltar. A Cartola de Mágico, isso mesmo. Com fantasia á vontade para o público presente, até para os que fiquem de pé, atrás do Palco.

Texto da Jornalista Zélia Prado em 1975, publicado na Edição 26 da extinta Revista NOVA/COSMOPOLITAN, da Editora Abril.


Meu Agradecimento Especial a Chico Anysio, cosmicamente me colocando de Frente a RARIDADES INACREDITÁVEIS, que sempre aparecem de forma Inusitada e Sutil. 

Kerley Fernandes Salguero, ( fã, admiradora e idealizadora de conteúdo para projetos virtuais )